Entretenimento


Não há Causa!


Há lambida, água após duras horas de sequidão, ar que entra e sai do pulmão, despercebido, propiciando consciência e controle da respiração, suor frio, dança, ballet, lembranças, imaginação, sonhos, interpretação, motivação, frutas maduras no pé. andar descalço na grama úmida, lama, terra, animais, gente, muita, imperfeita, toda, perfeita nos defeitos únicos, jamais copiáveis, sensações incontáveis, em número ou letras, inarráveis… tuas, minhas, nossas, deles, delas… histórias desfeitas, refeitas tantas vezes quanto se quer, pode ou consegue… um perguntar infinito sem respostas…

Apostas nisso, naquilo, repostas sem respostas… apenas o momento singular de perguntar, sua possibilidade, sua criatividade pra inventar, construir mundos concretos mesclados de abstratas feições a moldar uma realidade que relógio algum conta, apenas tua subjetividade enxergando mil prazeres e dores no labirinto deste caminhar sem Causa única e precisa o suficiente pra que fosse escrita… o perfume saindo de bits acarinhados no começo de um desenho de lindas flores com sentimento colorido no papel que se espalha e contagia!

Citação: "When the power of love overules the love of power, there will be peace on Earth."

Ponto de vista

Do alto se vê que forte

É a compulsão a se maltratar

Troque de lado e admire o porte

Da natureza sob o altar

E as águas fluem com destreza

Seguindo o próprio fado

Assim não cansam tal beleza

Revoltando-se de mal grado

Porém todo terreno esbange um lago

Cujas águas renunciam à correnteza

Mostrando qual um outro lado

Por detrás de toda certeza


Oh tempo que passou…

Se já existisse o videocassete

Para imagens que o ser gravou

Dentro de si no canal sete

Oh tempo que passou…

Quantas infinitas vezes

Perco porque não rebobinou

As dos lindos cavalos monteses?

Oh tempo que chegou…

Como é triste e avarento

Só tragédias e desalento

Oh tempo que chegou…

Passa por sobre o filme

O anjo que ali voou ~


praia é bom demais ! ! !

No equilíbrio do deslize sobre as suaves ondas do calmo mar, levado pelo vento e frescor do benquisto prazer, rejubila o privilégio das harmônicas dobras das articulações, sustentadas por tão primitivas e não menos primordiais leis da física, agradecendo aos robustos músculos pela capacidade de segurar a vela e habilidade em não se rebelar, veleja caçando ventos e venturas com cores brilhantes o windsurfista.


"La jeunesse
a cela de beau qu’elle peut admirer sans comprendre."

(Anatole François Thibault)