Soberba estrada atalhada na linguagem
Que leva aos turvos requintados labirintos
Até a nascente dos motivos e rebuscados instintos
Candeia qu’ilumina a alma na paragem

Dolente andança por templos e paços
Colecionando reminiscências da viagem
A formar a consciência e seus regalos
Brigando, impaciente, com a bagagem

Claudica, pede esmola mas não pára
Impõe urgência no fazer da sua vontade
E se esfola no dizer que se resvala

Por fim constrói, altiva, a liberdade
Expôe a essência idiossincrásica
E experimenta aquela alegria básica