Limites da Liberdade

Sofro da voz que não me dita:
– Deves fazer isto e não aquilo…
Sofro da liberdade bendita
Que não deixa meu erro tranquilo

Sofro da dor que não escolhi
Aquela que me impuseram com força                                                           
Sofro dessa dor pela qual agradeci
E agradeço ainda pela moça dor

Sofro do desalento de usufruir
Desse presente doído
O qual agarro pra não escapulir

Sofro desse esforço de viver comigo e contigo
Sofro pelo malogro soberbo de querer retribuir
O dom de ter consciência e ter nascido

Citer "Se você tem qualquer mágoa remanescendo da véspera, comece o dia à maneira do Sol:  – esquecendo a sombra e brilhando de novo como nunca!" André Luìs

sakurinha