Engraçado como tantos possuem o saber
Cada um sabe de mim mais do que eu
E meu saber desliza de ser em ser
Vou a enxergar quem admiro como meu céu
Tantos sujeitos supostos saber
O que sei, objeto de gozos, lazer
Transferindo meu ser
Sou menos eu que sou você
Trago minha esponja como apêndice
Sugo sua emoção como se minha fosse
Ajo de coração conforme suas crendices
Pra depois, com delicadeza, receber seu coice
~

Junho 5, 2009 at 2:15 am
Somos todos um…
Abraços
Ser poético como dever Ser…
Everaldo ygor
Junho 9, 2009 at 8:12 pm
Lembrou-me “Sem Açúcar”, do Chico Buarque.
Mas a idéia da resignação é anterior ao próprio ser humano.
Que doideira esse texto. Não se admite isso mais. E vem vc, e expõe de forma crua e doce.
Vale a leitura.
Junho 13, 2009 at 2:27 pm
Todo dia ele faz diferente, não sei se ele volta da rua
Não sei se me traz um presente, não sei se ele fica na sua
Talvez ele chegue sentido, quem sabe me cobre de beijos
Ou nem me desmancha o vestido, ou nem me adivinha os desejos
Dia ímpar tem chocolate, dia par eu vivo de brisa
Dia útil ele me bate, dia santo ele me alisa
Longe dele eu tremo de amor, na presença dele me calo
Eu de dia sou sua flor, eu de noite sou seu cavalo
A cerveja dele é sagrada, a vontade dele é a mais justa
A minha paixão é piada, sua risada me assusta
Sua boca é um cadeado e meu corpo é uma fogueira
Enquanto ele dorme pesado eu rolo sozinha na esteira
E nem me adivinha os desejos
Eu de noite sou seu cavalo
Junho 10, 2009 at 12:33 am
E o coice, delicado, acaba ferindo.
Tanto quanto deixar que se apoderem do ser. Inclusive a alma.
Tento fugir, mas é possível?
abs!
Junho 12, 2009 at 11:26 pm
Sabem mais e querem responder pelos louros nas vitórias, mas quando surgem derrotas ninguém assume nem sequer a cooparticipaçao. Aprendi uma coisa, se é para errar vou responder pelos meus erros não pelas decisões erradas que tomaram por mim.
Junho 13, 2009 at 2:25 pm
Boa mensagem, Carol! Obrigada!
Julho 14, 2009 at 8:10 pm
Gostei muito da percepção trazida pelo texto. Traz à tona inúmeros questionamentos que, muitoas vezes, temos medo de nos fazer.
Por isso não devemos empurrar nossos medos pela janela. Temos que fazê-los, um a um, descerem as escadas. Afinal, somos uma gradativa e incessante construção.
Adorei o blog.
Voltarei mais vezes…