O aparelho psíquico é estruturado, primeiramente, em três instâncias distintas: o inconsciente, o pré-consciente e o consciente. Entretanto,elas não constituem o único modelo psicanalítico construído com o intuito de compreender a noção de personalidade. Sem, portanto, abandonar a primeira descrição, mais tarde Freud construiu outro modelo, passando a trabalhar com as noções de id, ego e superego com a segunda teoria das pulsões.
O id é o reservatório de energia do indivíduo, ou seja, das pulsões e de tudo o que foi recalcado. É constituído por impulsos instintivos inatos, os quais motivam as relações do indivíduo com o mundo. É o responsável pelo processo primário, mecanismo de gerar imagens correspondentes às pulsões. Diante à manifestação de um desejo, forma, no plano do imaginário. o objeto que permitirá sua satisfação. Um desejo corresponde a uma carência que ,ao ser satisfeita, gerará prazer.
O id funciona pelo princípio do prazer. Busca a satisfação imediata das suas necessidades. O processo primário é sua tentativa alucinatória da satisfação imediata. As interdições virão do ego e do superego, pois o id sempre manterá o desejo de querer, e de querer a qualquer preço.
Inexiste o princípio da contradição. Como não é dimensionado pela realidade, podem estar presentes desejos ou fantasias mutuamente excludentes dentro da lógica. Á medida que o a contradição inexiste, toda as coisas são possíveis para do id.
É atemporal, existe a elaboração de uma dimensão única, vivida como presente. Quando sonhamos acordados transformamos em realizações presentes os desejos como perspectivas de realizações futuras.
Não é verbal. Funciona pela produção de imagens. Temos utilizado os sonhos para exemplifica-lo. Mas quando nos recordamos de um sonho, já efetuamos uma elaboração secundária sobre ele, ou seja, já o colocamos no domínio da linguagem.
Funciona basicamente pelos processos de deslocamento e condensação, processos básicos do inconsciente. Na condensação, agrupamos, dentro de uma imagem características pertencentes a vários processos inconscientes. No deslocamento, as características de uma imagem são transferidas para outra, com a qual o sujeito estabelece relações como se fosse a primeira. O primeiro processo é mitológico; e o segundo, tirado dos casos clínicos de Freud.

Janeiro 12, 2009 at 10:33 am
Li o texto sobre narcisismo e tentei posta-lo, sem exito. Gostaria que tranferisse meu esse meu comentario para lá:
Um narcisita de um modo abrangente vive apenas para garantir o seu conforto, bem estar e felicidade.
Ao menos, o mal que causa é a si e não à sociedade, somente nesse aspecto ele não é egoísta.
Parabens pelo texto… Continue nos agregando com suas pesquisas…
Beijos!
Janeiro 20, 2009 at 7:19 pm
O ego, mais precisamente a “egotite” (inflamação do ego) não teria consequências mais culturais do que naturais?