Jornal O Rebate – 78 anos fazendo história!
viaQuanto à violência, o que pode fazer a ciência?.
dezembro 3, 2010
por Tania Montandon
Lacan dizia, em 1949, que a loucura seria algo vivido inteiramente no registro do sentido – definição feita a partir do delírio, que seria uma reconstituição do sentido perdido pelo sujeito lá onde ocorreu uma dissolução imaginária do mundo. Para Freud, isso ocorria quando o enfermo retira das pessoas e do mundo externo todo seu investimento libidinal(de energia), fazendo com que tudo se torne indiferente e como se não houvesse relação alguma com ele- o delirante, eis porque ele sente esta necessidade urgente(tentativa de cura) de explicar para si o universo- aqui começa a elaboração do delírio.
Esse trabalho de explicação do universo é o único meio pelo qual o sujeito pode voltar a encontrar sentido pra sua vida. Sentido esse que está fora daquele entendido pela norma simbólica do Complexo de Édipo, norma que rege a busca do sentido nos neuróticos, ligada à sexualidade basicamente.

O sentido seria a “categoria do imaginário que responde ao significante que é do registro simbólico. O efeito de sentido é produzido pela fixação de um significante a um significado.”(Quinet) Quando pego um objeto e o nomeio, construo uma representação desse objeto na minha mente( o objeto seria mais ou menos o significante, enquanto a representação que construo a partir dele seria o significado, por exemplo). Assim, quando me deparo com o nome ‘objeto’ novamente, imediatamente o associo àquele objeto. Essa representação imediata do objeto é o que Kant chama de intuição.
Os fenômenos de sentido se apóiam na função simbólica da linguagem e essa divisão entre significante e significado é o que se usa pra tentar explicar a psicose pela ótica lacaniana. Na neurose, a intervenção da funçao paterna e introjeção da consciência moral e da “lei que proíbe o incesto” possibilita que o sujeito produza uma significação da sexualidade(diferente de sexual, mais no sentido de energia, interesse) e seus investimentos que o guiarão em seu desenvolvimento e suas buscas até a idade adulta.
Já na psicose, esse processo falha e o sujeito não consegue articular essa simbolização. Então encontramos na psicose as construções produzidas por essa falha, o inconsciente fica como a céu aberto e há prevalência do significante. Entre essas construções estão a alucinação verbal(há o modelo do significante desprovido de significado, de sentido inteligível pela sociedade) como os pássaros miraculados de Schreber que não conhecem o sentido das palavras que enunciam; também os fenômenos da alusão, da perplexidade e da intuição – formas que o sujeito tenta trazer de volta ao Real os significantes a que não conseguiu atribuir significado, sentido, não conseguiu simbolizar. Seria o delírio, como formação imaginária, que traria sentido(ainda que não entendido pela sociedade) aos significantes que forçam sua volta ao Real.
“O sentido de um sintoma na neurose como na psicose não é um sentido comum – não há senso comum para o sintoma – ele é sempre singular. Por isso a psicanálise é o avesso do discurso do mestre que produz o senso comum, o sentido partilhado. A psicanálise deve levar o sujeito a produzir seu proprio sentido que não é comum. Se o sentido é imaginário, o imaginário não é pura imaginação, o imaginário dá consistência ao Real. O imaginário dá o efeito de sentido exigido pelo discurso analítico: efeito real.”(Quinet, in: Teoria e Clínica da Psicose)
O sentido se opõe ao equívoco, pois é sempre unívoco, singular, caracteristica do imaginário que detém a ambiguidade enigmatica do significante que retorna ao Real através dos fenômenos psicóticos.
novembro 27, 2010
Não há Causa!
Há lambida, água após duras horas de sequidão, ar que entra e sai do pulmão, despercebido, propiciando consciência e controle da respiração, suor frio, dança, ballet, lembranças, imaginação, sonhos, interpretação, motivação, frutas maduras no pé. andar descalço na grama úmida, lama, terra, animais, gente, muita, imperfeita, toda, perfeita nos defeitos únicos, jamais copiáveis, sensações incontáveis, em número ou letras, inarráveis… tuas, minhas, nossas, deles, delas… histórias desfeitas, refeitas tantas vezes quanto se quer, pode ou consegue… um perguntar infinito sem respostas…
Apostas nisso, naquilo, repostas sem respostas… apenas o momento singular de perguntar, sua possibilidade, sua criatividade pra inventar, construir mundos concretos mesclados de abstratas feições a moldar uma realidade que relógio algum conta, apenas tua subjetividade enxergando mil prazeres e dores no labirinto deste caminhar sem Causa única e precisa o suficiente pra que fosse escrita… o perfume saindo de bits acarinhados no começo de um desenho de lindas flores com sentimento colorido no papel que se espalha e contagia!
setembro 9, 2010
agosto 27, 2010
Citazione
Grippe H1N1 : six cas de narcolepsie chez des personnes vaccinées en France – M6 & MSN
Six cas de narcolepsie chez des personnes vaccinées contre la grippe pandémique A/H1N1 ont été signalés en France, a annoncé jeudi l’Agence française de sécurité sanitaire des produits de santé $Afssaps$.
fevereiro 12, 2010
novembro 21, 2009
Ser ou ter a vida que se leva, é, torna-se
Ter, o fruto do trabalho subordinado
Ser, o fruto do trabalho marginalizado
Valores de época, espaço, espécie?
Princípios perdidos na mídia, distraídos
Lembrados a alto preço, a dor incalculável
Espírito, no fundo, restaurado, cego, traído
Amante, luzidio, à espera estéril, séria
Ser, ter, compreender: a alma desperta transforma-se!